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ABR

Range Rover se espelha no Velar e terá versão híbrida no Brasil.

O Range Rover Velar fez escola. A reestilização dos Range Rover e Range Rover Sport para a linha 2018 deixou os SUVs de luxo parecidos com o irmão menor por dentro e por fora. As telas de alta resolução de 10 polegadas cada, que compõem o sistema de entretenimento Touch Pro Duo, que estreou no Velar, também foram instaladas nos Range Rover e Sport. Funções de central multimídia e de controles do veículo estão na tela superior. Na tela de baixo controla-se o ar-condicionado e o modo de funcionamento da tração, mas também pode-se controlar a mídia sem interferir na tela de cima. O que não há, ao menos por enquanto, é integração com Android Auto e Apple Carplay. O quadro de instrumentos digital, com tela de TFT de 12,3 polegadas também se tornou equipamento de série. Configurável, pode destacar o velocímetro e o conta-giros, ou funções mais avançadas como o assistente de permanência em faixa (de série em todas as versões) e o piloto automático adaptativo (disponível a partir do Sport HSE). Outra novidade no interior é o comando de gestos para a cortina do teto panorâmico. Basta movimentar a mão próximo ao teto no sentido do movimento para que a cortina acompanhará. Mas os bons e velhos botões foram mantidos. Por fora, os dois modelos têm faróis (que podem ser do tipo led Pixel-laser, opcional) e grade inspirados no Velar. Para-choques, saída de ar nos para-lamas e rodas também são novos. No Sport, as tomadas de ar estão maiores, combinando com a proposta esportiva do modelo. O Range Rover Sport está disponível nas versões SE, HSE e SVR. As duas primeiras recebem o motor V6 3.0 turbodiesel de 306 cv e 71,3 mkgf de torque, com câmbio automático de oito marchas – que é padrão do modelo, assim como a tração 4×4, suspensão pneumática e amortecedores adaptativos. Já a versão Sport SVR usa o V8 5.0 Supercharged a gasolina com 575 cv, 25 a mais que o modelo anterior, e 71,4 mkgf de torque. Segundo a fabricante, o SUV vai de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos. A versão tem capô de fibra de carbono com aberturas para refrigeração integradas.

Versão Preço
Range Rover Sport SE V6 3.0 Turbodiesel R$ 440.221
Range Rover Sport HSE V6 3.0 Turbodiesel R$ 488.229
Range Rover Sport SVR V8 5.0 Supercharged R$ 739.600

A linha Range Rover (maior, e sem o Sport no sobrenome), por sua vez, usa outros motores. O Vogue tem o V6 3.0 turbodiesel em versão com 258 cv e 61,1 mkgf de torque. Já os Vogue SE e Autobiography usam o V8 4.4 turbodiesel de 339 cv e 75,4 mkgf de torque. Contudo, o Autobiography também pode ser comprado com o V8 5.0 a gasolina em versão de 525 cv e 63,7 mkgf.

Versão Preço
Range Rover Vogue V6 3.0 Turbodiesel R$ 614.819
Range Rover Vogue SE V8 4.4 Turbodiesel R$ 718.614
Range Rover Autobiography V8 4.4 Turbodiesel R$ 757.114
Range Rover Autobiography V8 5.0 Supercharged R$ 790.114

Híbrido de duas toneladas.


As versões a gasolina só estarão disponíveis a partir do segundo semestre. Outra configuração reservada para o Brasil é a híbrida plug-in P400e, que combina um motor a combustão e um elétrico, alimentado por bateria recarregada na tomada. Será a primeira vez que a Land Rover venderá no Brasil um modelo eletrificado. O objetivo é preparar o mercado para futuramente trazer o I-Pace, SUV 100% elétrico da irmã Jaguar. O primeiro motor é um 2.0 turbo a gasolina da família Ingenium com 300 cv, enquanto o segundo (instalado no centro do veículo, junto da transmissão) desenvolve 116 cv, resultando na potência combinada de 404 cv. De acordo com a Land Rover, o conjunto leva o SUV de 0 a 100 km/h em 6,7 segundos. Nada mal. Assim como no Volvo XC90 híbrido, a alimentação do motor elétrico do Range Rover Sport P400e vem das tomadas, que poderão estar em pontos públicos de recarga ou na casa do proprietário. O tempo da recarga depende da corrente e do tipo de cabo utilizado ─ a marca oferece três tipos. No pior dos casos, é possível recarregar a bateria em 7,5 horas. O tempo cai para duas horas em pontos de alta potência. Para monitorar o estado da recarga, há contornos de luz no bocal da tomada, que fica escondido na grade dianteira, próximo ao farol, além da função no aplicativo InControl, que aponta ainda possíveis erros no processo e uma retirada forçada da tomada. São dois modos de condução: híbrido e totalmente elétrico. No primeiro, ambos os motores trabalham em conjunto ou sozinhos de acordo com a demanda, auxiliada por satélites para detectar as situações seguintes. No segundo, é possível chegar a até 137 km/h, mas a autonomia de 51 km é curta.

Fonte: quatrorodas